Retrovisor: Dirt

19 setembro, 2008

Alguém ainda lê isso aqui? Acho que sim. Nem vou me desculpar pela ausência, ok? Melhor escrever algumas coisinhas que não caberiam no Continue nem no Hardgamer mas que se encaixam perfeitamente por esses lados. Eu comecei faz poucos meses nessa atual geração de consoles e a verdade é que boa parte do que jogo atualmente não são os últimos lançamentos. Ok, jogo muita coisa nova também, mas profissionalmente. Aqueles games aos quais me dedico apaixonadamente são poucos e muitas vezes, são “antigos”, lançados um ou dois anos atrás e nem por isso ruins.

E é sobre eles que vou falar nessa nova área do ZenGamer, o Retrovisor. Dada a referência automobílistica, nada mais justo do que começar com o jogo que está na bandeja do videogame nos últimos dias: Dirt. Produzido pela britânica Codemasters e sequência da série de games de rally do falecido Collin Mcrae, Dirt dá um show de excelência técnica em muito joguinho que veio depois dele – e ainda não o alcançou.

Eu me interessei por ele desde a primeira vez que vi o joguinho rodando. Por sinal, foi o primeiro game que vi num 360 e pensei “nossa, que menu sensacional!”, opinião compartilhada com outros colegas como o sapiente Fábio Bracht. Aquele menu tridimensional tipo “Minority Report” me fez acreditar que o futuro era a nova geração de consoles. Foi o que me fisgou. Mas levei um bom tempo para ter acesso ao jogo em si. E na ocasião eu estava jogando Grand Theft Auto IV. Acabei não lhe dando a devida atenção, até que em uma visita recente, meu cunhado foi jogar alguma coisa e pegou ele. O rapaz é viciado em jogos de direção e sempre que possível, durante sua estadia lá em casa, estava correndo em mais uma prova. E eu ali do lado, olhando, pegando umas dicas, trocando idéias… meu cunhado foi embora e eu continuo jogando Dirt. Apaixonadamente, como dá primeira vez que vi seus futuristas menus tridimensionais.

Talvez sejam os gráficos realistas, a iluminação e os reflexos de folhagens nos vidros. Ou os cacos dos vidros, espalhando-se no ar quando eu inevitavelmente arremeto o carro naquela árvore na qual eu sabia que ia bater. Talvez seja a adrenalina das provas ou a emoção de vencer os campeonatos. A física que exige “braço” – ou seria dedo? Ou aquele placar no fim de cada prova ande você descobre que seu sensacional tempo é apenas o 82.657 do mundo, e que o número 1 deu a mesma volta em 1 miraculoso minuto a menos. Ou vai ver é só a poeira que dá nome ao jogo e gruda na traseira durante as corridas, o fato é que Dirt é viciante e desafiador.Não é massante e te dá uma sensação de satisfação e progresso durante a árdua carreira até o topo do mundo dos rallys.

Um jogo excelente, principalmente para os fãs do gênero de corrida com altas doses de simulação.


The Legend Never Dies!

26 julho, 2008

Sabe quando você fica contando os dias para pegar um jogo novo? Eu tô assim por Soul Calibur IV. Nem é tanto pelos personagens de Star Wars ou pelos outros lutadores desenhados por mestres dos mangás. Os gráficos esplendorosos, o modo de edição de personagens e a trilha sonora parte orquestrada parte eletrônica têm lá seu apelo… mas não são a razão total do meu afeto. Na real, é porque desde o primeiro Soul Edge eu sou completamente viciado na série de luta 3d com armas brancas da Namco. Para mim, Virtua Fighter, Tekken e qualquer outro do gênero não tem vez com Miturugi, Siegfried, Seung Mina e a rapá.

Embora uns gringos já estejam jogando desde a semana passada, o lançamento oficial é dia 29 de julho. Depois disso, ele deve ganhar um lugar especial na bandeja do meu 360 pelos próximos meses… até lá, fico aqui, com as mãos suando para esse reencontro com minha série de luta favorita, que como os anteriores, tem ares de primeira vez.


ZenGamer recomenda: DMZ

24 julho, 2008

Não sei se estou em condições de recomendar alguma coisa, mas se querem uma dica, leiam DMZ.

A história se passa na  Zona Desmilitarizada (DesMilitarized Zone, daí o título) que já foi a ilha de Manhattan. É a fronteira entre os EUA e os Estados Livres, criados após uma guerra civil que assolou a América na primeira década dos anos 2000. Contada pela ótica do jornalista novato Matthew Roth, repórter da rede de televisão Liberty News e única pessoa “de fora” a registrar a vida na zona de guerra, as diversas facções que lutam ou tentam sobreviver na cidade arruinada. DMZ é uma trama envolvente, com ação e intrigas na medida certa pra te prender a cada página.

Acima de tudo, o enredo prende a atenção pelo realismo. As idéias apresentadas ali são tão possíveis que se tornam perturbadoras. O ritmo ágil e bem constrúido da trama me faz pensar que daria um bom seriado, desses moderninhos como LOST e Heroes.  Mais ainda, o pensamento inevitável: DMZ bem que renderia um videogame. Desses de mundo aberto, estilo GTA. A comparação não é a toa. Seu roteirista, Brian Wood, foi durante muito tempo designer de jogos na casa de Niko Belic, a Rockstar Games. Trabalhou em títulos da série Grand Theft Auto, Max Payne e Manhunt, entre outros. E a influência dos jogos é perceptível em DMZ, de uma forma positiva. Se interessou? Você pode acompanhar as histórias de DMZ publicadas no Brasil nas páginas da revista Pixel Magazine.


O filme definitivo do herói definitivo

22 julho, 2008

Ontem fui assistir ao The Dark Knight. Sim, o novo filme do Batman, sequência do filmão que resetou a saga do Homem-Morcego na tela grande. Já na fila da pipoca, senti que o filme ia ser bom. O box de pipoca tinha uma arte bacana do filme, com o simbolo do morcego em um prédio em chamas de um lado, do outro o Coringa e o texto lá no alto “Bem vindo a um mundo sem regras”. Arrepiante.

Sigo em frente. Sala lotada. Olho ao redor e fora algumas garotas com cara de namoradas que vão passar o filme todo perguntando coisas para os respectivos namorados ou suspirando pelo Cristhian Bale, a imensa maioria da platéia é composta de nerds, geeks e similares. Garotos e garotas que cresceram devorando gibis, Tolkien, filmes dos Xmen, videogames, seriados de tv e que assim como eu pululam a Internet nesse momento. Penso em como ir ao cinema é a maior atividade coletiva nerd dos nossos tempos. Ou a Internet conta como atividade coletiva? Sei lá. As luzes estão se apagando e vejo minha namorada e nossa amiga Ruiva acenando para mim.

Após alguns trailers que nos fazem comentar como a Angelina Jolie é o Arnold Shwarzeneger dos anos 2000, a tão esperada película começa. A partir daí, por quase três horas seguidas, meu crânio foi golpeado contra a parede, com muita, mas muita força. E eu gostei.

Não vou estragar o prazer de quem não foi assistir ao Cavaleiro das Trevas ainda. Só vou dizer que conseguiram em um trabalho muito bem realizado, reunir elementos de algumas das melhores sagas do detetive da DC Comics em um filme que têm brilho próprio. Se você não passou os últimos 10 ou 20 anos lendo gibis, vai sair do filme tão arrebatado quanto qualquer outra pessoa. Ele é sensacional por si só. Agora se você acompanha as histórias do Morcegão… então, cara… além da caracterização perfeita dos personagens.. e não falo só dos principais como o Gordon ou Harvey Dent e o Coringa.. mas de todo o cast. Lucius Fox, a detetive Montoya, o chefe Loeb, Babs Gordon e muitos outros estão lá. Perfeitamente caracterizados e dando vida à sombria Gothan City. Mais do que isso, a trama remete a clássicos como Ano Um, O Longo Halloween, The Dark Knight Returns, Terra de Ninguém, ao desenho Batman do Futuro e de forma sutil, Kingdom Come. E com certeza, da próxima vez que assisti-lo, encontrarei ainda mais referências, detalhes pequenos que são um presente para os fãs e prova da dedicação da produção. Para o delírio dos caçadores de tais referências, é fácil notar uma passagem que remete a Star Wars e para mim, há cenas que são muito, mas muito parecidas com o que eu gostaria de vêr num filme de Metal Gear Solid.

Os protagonistas também fazem sua parte nessa história toda e a atuação de cada um deles é um show a parte. Nosso milionário playboy Bruce Wayne e sua contraparte sombria Batman são tudo o que os grandes astros que vestiram o traje do morcego em filmes anteriores nunca serão. Obrigado, Cristhian Bale! Harvey Dent é um dos personagens mais bem construídos que já vi na vida. E o Coringa… na moral. O que foi aquilo, cara?

Segundo a Ruiva, o filme é genial nos quesitos técnicos, tanto no trabalho de iluminação na composição dos personagens quanto no uso brilhante dos efeitos sonoros. Ela que é mais gabaritada do que eu nesses assuntos, poderia explicar como o tempo das cenas se encaixa no aúdio e na narrativa de forma exata para transmitir as sensações ao expectador e muito mais. Eu só concordo balançando a cabeça e prefiro medir o filme com a minha própria escala.

Para mim, um filme de ação é bom quando você sente seu cérebro explodir ao assisti-lo. Eu perdi a conta do número de vezes que meu cérebro explodiu enquanto assistia The Dark Knight.

É o melhor filme de super-heróis que vi na vida. E um dos melhores filmes que vi na vida.

Tão bom que me fez tomar vergonha na cara e ressucitar o ZenGamer, vejam vocês.


As razões do meu sumiço

16 maio, 2008

E aí, pessoas? Belê?

Bem, dá pra notar que eu sumi nas últimas semanas. Os motivos são vários e todos são bons.

Primeiro, estou escrevendo quase diariamente no Continue e toda semana no HardGamer. E isso toma um tempão. Não deixem de visitar esses dois sites!

Segundo, como alguns já sabem, agora sou um feliz proprietário de um Xbox 360 e de Grand Theft Auto IV.

GTA IV foi o jogo que me motivou a migrar para um console da atual geração. Como já tinha um jogo, Devil May Cry 4, cortesia do amigo Claudio “Radugetz” Prandoni, optei pelo 360.

Sobre o jogo? É muito bom, muito bom mesmo. E não arranhei nem a superficie do que o jogo oferece ainda. Agora vocês já sabem o que eu faço com as horas que me restam entre trabalhar, namorar, ir ao mercado, escrever nos sites supracitados e escrever para a EGM Brasil.

É, tem mais isso! A partir da edição de junho, vocês vão me encontrar nas páginas da EGM Brasil também. O proximo passo será conquistar o mundo!!!´

É um sonho antigo meu que está se realizando, e podem ter certeza, boa parte dessa conquista se deve as pessoas que passaram pelo ZenGamer. Todos que visitaram o blog, apoiaram, encorajaram, deram oportunidades, dicas preciosas… Muito obrigado, vocês sabem quem são. E são muito foda.

Agora deixa eu voltar pra Libert City que tenho tempo pra mais uma missãozinha…


Grand Theft Records

28 abril, 2008

E a semana GTA continua!

 

 

Não é de hoje que o Guinness World Records, o famoso Livro dos Recordes, se interessa em catalogar e divulgar os recordes do mundo do entretenimento eletrônico. Recentemente, eles publicaram uma edição especifica somente sobre videogames.

 

Os caras certamente estão de olho nos números de vendas de GTA IV, bem como no conteúdo do jogo, que ao que tudo indica vai levar os videogames de ação a um novo patamar. Afinal, não é só um dos maiores lançamentos do ano e um dos mais aguardados pelo público, mas, se levarmos em conta o que dizem os críticos, um dos maiores e melhores jogos de todos os tempos.

 

A série GTA, tanto pela polêmica que causa quanto pela qualidade e atenção aos detalhes de seus jogos, têm, pra mim, o mérito de levar a industria um passo adiante. Não é a unica que faz isso, claro. Mas a influência dos jogos da série no mercado é visivel. GTA é praticamente um estilo de jogo e mesmo aqueles que não se encaixam nesse estilo, assimilam caracteristicas que se provaram populares, como o mundo aberto, a contravenção e a liberdade de ação.

 

A série, alem de polêmica, divertida e bem-suscedida, também é ambiciosa. E o reflexo disso pode ser visto nas paginas do Guinness.  Veja abaixo alguns dos recordes que a franquia da Rockstar ostenta:

 

Primeiro jogo de ação-aventura completamente “sandbox” : GTA III

Game mais vendido de 2001: GTA III

Game mais vendido de 2002: GTA: Vice City

Jogo mais vendido de PlayStation 2 de todos os tempos: GTA: Vice City

Jogo mais vendido de PSP de todos os tempos: GTA: Liberty City Stories

Maior trilha sonora in-game: GTA San Andreas

Maior Voice Cast em um videogame: GTA San Andreas

Maior quantidade de convidados famosos em uma série de videogame: Franquia Grand Theft Auto.

 

Será que Grand Theft Auto IV superará as marcas da própria série?


Anúncio de GTA no NES

26 abril, 2008

Na próxima semana, só vai se falar de uma coisa: GTA IV.

Então, porque não começar com esse anuncio muito bem bolado de Grand Theft Auto… para NES?

O mais violento game do Nintendinho depois de Duck Hunt!